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Eros e Psiquê


Um rei tinha três belas filhas e Psiquê, a mais jovem, era tão linda que seu pai declarou-a Deusa da Beleza, substituindo a antiga detentora, a deusa Afrodite.

Ofendida por tal proposta, Afrodite decidiu provar que Psiquê era uma simples mortal e enviou seu filho Eros para matá-la.


Ao anoitecer Eros chegou ao palácio onde dormia Psiquê, armado com arco e flecha e um poderoso veneno. Aproximou-se dela para administrar o veneno, mas a luz da lua iluminou o rosto da jovem e revelou toda sua beleza. Surpreso, Eros retrocedeu e, sem perceber, uma das flechas que portava rasgou sua pele e causou uma pequena ferida.

Sem saber da gravidade de seu ferimento, Eros continuou contemplando a jovem que dormia e depois saiu, jurando que nunca lhe faria mal algum.

No dia seguinte, Afrodite viu que Psiquê passeava pelo jardim e lastimou que o plano tivesse falhado. A partir de então Afrodite perseguiu e atormentou a jovem a tal ponto que esta abandonou a casa e refugiou-se nas montanhas, com a intenção de suicídio em um precipício que havia ali.

Eros assiste a angústia de Psiquê e sabendo de sua intenção suicida, pede a Zéfiro, o vento do Sul, para carregar a amada até uma ilha distante, quando ela se atirasse no precipício. Ali, Psiquê acorda e se vê diante de um grande palácio com as portas abertas para recebê-la. Ao anoitecer, a Terra se cobriu de negro e Eros foi ao encontro da jovem e declarou seu amor.

Psiquê não conseguia distinguir as formas de seu enamorado, mas aceitou casar-se com ele. Eros pediu que ela não tentasse descobrir seu nome ou ver seu rosto, pois se assim não o fizesse ele teria que partir e nunca regressar.

Um grande desejo de rever suas irmãs arrebatou Psiquê. Ao encontrá-las, contou toda sua história e o encontro com o amado. Invejosas da beleza de Psiquê, as irmãs a convenceram de que o jovem seria um monstro, tão terrível que não queria ser visto, e que se não tivesse cuidado a devoraria. Então a aconselharam a levar uma lamparina e uma adaga, para poder vê-lo e, se fosse um monstro, matá-lo.

Deixando Psiquê, as irmãs retornam para casa e recordam a história que ouviram. Na esperança de encontrar um amado e um palácio iguais, se atiram no precipício e morrem.

Psiquê torna a encontrar Eros na noite seguinte e, quando este adormece, ela acendeu a lamparina e empunha a adaga, aproximando-se do amante. A luz ilumina o rosto e a forma de um belo jovem. Tão emocionada ficou Psiquê que não percebeu quando uma gota de óleo caiu sobre o ombro de Eros que o fez despertar imediatamente.

Eros pegou seu arco e as flechas e olhou uma vez mais para Psiquê, saindo triste pela janela e, em despedida, exclamou que não havia amor sem confiança.

Logo depois, uma tempestade cai sobre o palácio e Psiquê sai assustada, e perde os sentidos. Quando desperta, o sol havia saído, e o palácio e os jardins tinham desaparecido.

Chorando de arrependimento, Psiquê seguiu esperando o regresso de Eros. Ele não voltou e Psiquê decidiu novamente pelo suicídio. Nesse momento, encontra-se com Pan e Ceres e conta sua história. Ceres tinha visto Afrodite curando a ferida no ombro de Eros. Aconselhou Psiquê que fosse encontrar a Deusa da Beleza e que se colocasse a seu serviço, realizando todas as tarefas que ordenasse para tentar uma reconciliação.

Psiquê seguiu o conselho e trabalhou arduamente para Afrodite que lhe testava continuamente a força e a fidelidade. Como última grande tarefa, Afrodite ordenou que Psiquê fosse ao Hades buscar uma caixa que continha uma poção de beleza, cuja receita era conhecida apenas por Perséfone.

Ao regressar do Hades, Psiquê estava tão cansada, triste e insone que decide abrir a caixa para usufruir um pouco da poção que trazia. Mas ao abrir a caixa, liberou um espírito do Sono que envolveu Psiquê e a deixou prostrada no solo. Eros viu o que aconteceu e forçou o espírito a voltar à sua prisão e despertou Psiquê com um beijo de amor.

Eros apresentou Psiquê aos deuses do Olimpo e à Afrodite, que deixando de lado a inveja do passado, abençoou a união dos dois.


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Um comentário:

Marcelo Novaes disse...

Olá.
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Um abraço,

Marcelo Novaes